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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


Música Popular Brasileira

 A Música Popular Brasileira distinguiu-se por sua riqueza. Sua história começa com a história do descobrimento do Brasil. Aqui habitavam os índios com seus instrumentos rudes como a flauta e o bambu, os portugueses que aqui ancoraram trouxeram cantores e tocadores de viola, negros vindo da África deixaram aqui seus mais variados ritmos.
Das composições clássicas, a Bossa Nova, e até as batidas do samba e do eletrônico.
O lundu era uma música usada pelos escravos, de característica cômica e dançante, que era cantada na corte portuguesa. Depois veio a modinha, canção romântica que se tornou bastante popular, cantada em salões brasileiros onde aconteciam as festas da corte.
A música popular brasileira desenvolveu-se e reuniu instrumentos europeus e tradicionais como o piano, o violão e a flauta. Após ser tocada em estações de rádios, a música popular brasileira passou a ser um poderoso meio de comunicação de massa.
O clássico, Garota de Ipanema foi o primeiro a surgir do movimento da Bossa Nova e deu a fama merecida dos compositores Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
A “Bossa Nova” surgiu no Rio de Janeiro no final da década de 50 e misturou-se a batida do samba brasileiro e ao Jazz americano. Mais tarde, a Bossa Nova transformou-se na marca do novo conceito musical. Associando grandes poetas a grandes compositores: Vinicius de Moraes, Luiz Bonfá, Chico Buarque, Tom Jobim e Baden Powel.
Durante o período da ditadura, das guerrilhas urbanas e da ansiedade em torno de como mudar o sistema político, surgiram os Tropicalistas – Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa. O Tropicalismo pode ser descrito como uma mistura de música internacional (balada latina e o rock’n roll) com ritmos nacionais.
A indústria do som estimulada pelas novidades dos festivais de rock ao ar livre direcionou seus investimentos para a área do instrumental eletrônico e para os equipamentos sonoros. Os efeitos de ocupação dos meios de comunicação pelas modas musicais produzidas fora, tornaram-se mais fortes ainda após os festivais de rock feitos no Brasil, a partir de 1985. Dominado o mercado brasileiro por ritmos e estilos internacionais apareceram o reggae e o funk da virada das décadas de 1960-70, o heavy-metal, o punk e o new wave dos anos 70.  Na década de 1980 o tecno-pop, o break, o rap e o hip hop.
O tropicalismo teve papel importante, aceitando a jovem guarda na mesa de debates. Roberto e Erasmo Carlos, Wanderléa e outros artistas puderam, enfim, ser admirados longe dos preconceitos da classe pensante. Influenciada pelo tropicalismo, a geração que se lançou depois incluía Fagner, Alceu Valença, Elba Ramalho, Zizi Possi, Fafá de Belém, Luiz Melodia, Suely Costa, Simone, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Fátima Azevedo, Fátima Guedes e Xangai, entre outros.
No início dos anos 90, deu-se a chamada “NOVA MPB”, e vem acontecendo em meio muitas críticas e críticos.  Alguns afirmam que o novo ritmo é apenas mais um estilo inserido na indústria cultural, já que suas letras de musica não possui nenhuma preocupação ideológica específica, mas outros reconhecem e aprovam a inovação tecnológica da música brasileira, marcada pela individualidade de cada artista.
O cantor e compositor Zeca Baleiro é considerado pela mídia um artista pertencente da nova MPB, mas ele costuma abominar a intitulação. Em uma entrevista para a revista “Isto é Gente”, faz uma crítica aberta à indústria cultural e acredita que a chamada nova MPB é apenas um “rótulo” criado pela mídia, no entanto elogia a nova geração de artistas.
Já o jornalista Carlos Calado comenta, em uma crítica para site CliqueMusic, que a desgastada MPB pode ser revigorada e soar mais contemporânea ao receber inserções eletrônicas. Nem todos os artistas considerados da nova MPB são desconhecidos.
Chico César, Lenine e Zélia Duncan, cantores que já pertenciam a MPB, optaram por renovarem suas músicas a partir dos anos 90, inserindo elementos eletrônicos, como bateria eletrônica, piano elétrico e baixo eletrônico e misturando a música pop. Cássia Eller, Bebel Giberto, Marisa Monte, Maria Rita, Simoninha, Adriana Calcanhoto, Jair de Oliveira, Pedro Camargo Mariano, Luciana Melo, Fernanda Porto, dentre outros, fazem parte dessa nova geração.
O Brasil é considerado uma referência mundial em estilos musicais e artistas conceituados.
Os denominados novos músicos da MPB, são uma verdadeira junção do que há de melhor na música popular brasileira com os experimentalismos do século 21.
A música eletrônica dominou por completo a juventude e muitos DJs brasileiros comandam as pick-ups na Europa, e com isso, os novos músicos da MPB antenados no que há de novo no mercado começaram a introduzir em suas músicas arranjos, instrumentos, batidas e bateria denominado Drum‘n’Bass.
O mercado promissor de novos músicos da MPB é tão grande, quanto o sucesso que estes fazem no exterior. Podemos afirmar que estes novos músicos não são tão novos quanto parecem, alguns iniciaram sua carreira muito cedo, ou seja, nos anos 80, e trazem em sua bagagem cultural tanta novidade e repertório, quanto qualquer músico que se destaca na mídia.
No Brasil, em todos os momentos, a música marcou sua presença, registrando fatos de maior importância sociológica, destacando tendências e transformações quanto aos ritmos e estilos musicais, permitindo-nos, inclusive, conhecer melhor a sociedade da época.
No mundo pós-moderno em que vivemos, com o avanço da tecnologia e ciência, em que a característica predominante é o neoindividualismo – pensamento individualista das pessoas deste período – consequentemente, reflete-se no mundo da música.
A nova MPB surge como um pensamento diferenciado. É a mistura do novo, da tecnologia, com o que passou e ao mesmo tempo é muito presente na nossa música, considerando e ampliando referências.

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