Música Popular Brasileira
Das composições clássicas, a
Bossa Nova, e até as batidas do samba e do eletrônico.
O lundu era uma música usada
pelos escravos, de característica cômica e dançante, que era cantada na corte
portuguesa. Depois veio a modinha, canção romântica que se tornou bastante
popular, cantada em salões brasileiros onde aconteciam as festas da corte.
A música popular brasileira
desenvolveu-se e reuniu instrumentos europeus e tradicionais como o piano, o
violão e a flauta. Após ser tocada em estações de rádios, a música popular
brasileira passou a ser um poderoso meio de comunicação de massa.
O clássico, Garota de Ipanema foi
o primeiro a surgir do movimento da Bossa Nova e deu a fama merecida dos
compositores Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
A “Bossa Nova” surgiu no Rio de Janeiro no final da década de 50 e
misturou-se a batida do samba brasileiro e ao Jazz americano. Mais tarde, a
Bossa Nova transformou-se na marca do novo conceito musical. Associando grandes
poetas a grandes compositores: Vinicius de Moraes, Luiz Bonfá, Chico Buarque,
Tom Jobim e Baden Powel.
Durante o período da ditadura,
das guerrilhas urbanas e da ansiedade em torno de como mudar o sistema
político, surgiram os Tropicalistas – Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa.
O Tropicalismo pode ser descrito como uma mistura de música internacional
(balada latina e o rock’n roll) com ritmos nacionais.
A indústria do som estimulada
pelas novidades dos festivais de rock ao ar livre direcionou seus investimentos
para a área do instrumental eletrônico e para os equipamentos sonoros. Os
efeitos de ocupação dos meios de comunicação pelas modas musicais produzidas
fora, tornaram-se mais fortes ainda após os festivais de rock feitos no Brasil,
a partir de 1985. Dominado o mercado brasileiro por ritmos e estilos
internacionais apareceram o reggae e o funk da virada das décadas de 1960-70, o heavy-metal, o punk e o new
wave dos anos 70. Na década
de 1980 o tecno-pop, o break, o rap e o hip hop.
O tropicalismo teve papel
importante, aceitando a jovem guarda na mesa de debates. Roberto e Erasmo
Carlos, Wanderléa e outros artistas puderam, enfim, ser admirados longe dos
preconceitos da classe pensante. Influenciada pelo tropicalismo, a geração que
se lançou depois incluía Fagner, Alceu Valença, Elba Ramalho, Zizi Possi, Fafá
de Belém, Luiz Melodia, Suely Costa, Simone, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo,
Fátima Azevedo, Fátima Guedes e Xangai, entre outros.
No início dos anos 90, deu-se a chamada “NOVA MPB”, e
vem acontecendo em meio muitas críticas e críticos. Alguns afirmam que o novo ritmo é apenas mais
um estilo inserido na indústria cultural, já que suas letras de musica não
possui nenhuma preocupação ideológica específica, mas outros reconhecem e
aprovam a inovação tecnológica da música brasileira, marcada pela
individualidade de cada artista.
O cantor e compositor Zeca
Baleiro é considerado pela mídia um artista pertencente da nova MPB, mas ele
costuma abominar a intitulação. Em uma entrevista para a revista “Isto é
Gente”, faz uma crítica aberta à indústria cultural e acredita que a chamada
nova MPB é apenas um “rótulo” criado pela mídia, no entanto elogia a nova
geração de artistas.
Já o jornalista Carlos Calado
comenta, em uma crítica para site CliqueMusic, que a desgastada MPB pode ser revigorada e soar mais contemporânea ao receber
inserções eletrônicas. Nem todos os artistas considerados da nova MPB são
desconhecidos.
Chico César, Lenine e Zélia
Duncan, cantores que já pertenciam a MPB, optaram por renovarem suas músicas a
partir dos anos 90, inserindo elementos eletrônicos, como bateria eletrônica,
piano elétrico e baixo eletrônico e misturando a música pop. Cássia Eller, Bebel
Giberto, Marisa Monte, Maria Rita, Simoninha, Adriana Calcanhoto, Jair de
Oliveira, Pedro Camargo Mariano, Luciana Melo, Fernanda Porto, dentre outros,
fazem parte dessa nova geração.
O Brasil é considerado uma
referência mundial em estilos musicais e artistas conceituados.
Os denominados novos músicos da
MPB, são uma verdadeira junção do que há de melhor na música popular brasileira
com os experimentalismos do século 21.
A música eletrônica dominou por
completo a juventude e muitos DJs brasileiros comandam as pick-ups na Europa, e
com isso, os novos músicos da MPB antenados no que há de novo no mercado
começaram a introduzir em suas músicas arranjos, instrumentos, batidas e
bateria denominado Drum‘n’Bass.
O mercado promissor de novos
músicos da MPB é tão grande, quanto o sucesso que estes fazem no exterior. Podemos
afirmar que estes novos músicos não são tão novos quanto parecem, alguns
iniciaram sua carreira muito cedo, ou seja, nos anos 80, e trazem em sua
bagagem cultural tanta novidade e repertório, quanto qualquer músico que se
destaca na mídia.
No Brasil, em todos os momentos,
a música marcou sua presença, registrando fatos de maior importância
sociológica, destacando tendências e transformações quanto aos ritmos e estilos
musicais, permitindo-nos, inclusive, conhecer melhor a sociedade da época.
No mundo pós-moderno em que
vivemos, com o avanço da tecnologia e ciência, em que a característica
predominante é o neoindividualismo – pensamento individualista das pessoas
deste período – consequentemente, reflete-se no mundo da música.
A nova MPB surge como um
pensamento diferenciado. É a mistura do novo, da tecnologia, com o que passou e
ao mesmo tempo é muito presente na nossa música, considerando e ampliando
referências.




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